Diogo Sallaberry

Entenda minha mente – ou pelo menos tente. Entre e comente ;)

Menu secreto (1)

fazer um comentário »

O seu chapéu panamá, companheiro há quatro décadas, repousa no canto desgastado da mesa de quatro lugares, enquanto, a seu lado, o guardachuvas se espicha pra tocar com a outra ponta no chão. Doido? – era a única resposta. Também, pois, a única solução.
O ritual era sempre o mesmo para aquele velho homem, pouco corcunda e muito teimoso. O chá ficava servido no outro extremo da mesa, enquanto a alma carente tomava seu café preto em três goles exatos, queimando a língua no último. E, ao se levantar, dava uma espiadela para a xícara do chá, cheia, como que dizendo para não ter pressa, enquanto assobiava e cantava uma canção para o tempo:
“A chuva se foi, se foi, se foi.
E a umidade também. Ruim para quem?
A chuva se foi, então seca o chão.
No sul e no norte é tudo sertão. “

(continua)

Escrito por Diogo Sallaberry

dezembro 22, 2010 às 3:18 am

Publicado em Uncategorized

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.