Diogo Sallaberry

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Arquivo para julho 2010

Entrevista na Whohub

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Recebi um convite via twitter para responder uma entrevista em um site de entrevistas a profissionais criativos. Não só curti o site, como achei uma ótima maneira de se expressar de acordo com tópicos importantes em qualquer profissão.

Aqui segue a minha entrevista na Whohub.
 

No caso de alguma dúvida ou opinião:

té!

Escrito por Diogo Sallaberry

julho 30, 2010 em 1:34 am

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Desabafo sobre a geração futura e o futuro do mundo

com um comentário

  Atrolhado de livros, vidros e teclas – na luz refletida na caneca os olhos repousam.

Vem a soneca. O acordar é sempre tão vazio, mas a mente não mente quando sente que o mundo deve ser enfrentado de frente.

Demente! Incoerente é o caos que se instaura no lado de fora desta Pasárgada caída.

Vendida! Comprometida em um papel assinado pelo tempo de uma vida está a sua alma

Mas calma, as coisas não mudam quando as pessoas se enfurnam em suas paredes de seda

E a imagem da silhueta da lua no astro-rei deixa de ser apreciada para virar nome de livro em uma série de ficção!

A televisão se deleita com a juventude perdida, sem cérebro, sem pesos nem medidas.

E as outras gerações, sempre ditas desviadas, mostraram-se desvirtuadas ao criarem o que agora será o futuro.

Cai o muro, mas as barreiras invisíveis permanecem. Em uma cultura do “as crianças tudo merecem”, os filhos de outrora se esquecem da importância de uma boa educação – e palavras como o perdão são abolidas dos dicionários, juntamente com os hífens, as tremas e os acentos primários.

As primárias cores também sofrem com a “evolução” – não se medem mais por adição, já que as três “jato de tinta” criando pó nas prateleiras tomaram o lugar da pintura a mão.

E a visão, sempre tão forçada a enxergar além, se esforça para enxergar o aqui, o agora, já que o futuro parece não ser mais “ali”, mas “por todo o sempre”

O amanhã diz buscar a solução na vida, que agora floresce em terreno artificial colocado sobre o cimento, disputando luz com as construções do homem.

A Terra, com seus três quartos de água, está preparando sua grande onda de revolta.

Saibam os surfadores que quem cai na rede vira prato principal dos pescadores de informações fúteis, devoradores voyeurs do nada-saber-sobre-si. As informações anteriormente conquistadas a duras penas através das caixas de pensamento lacradas acima dos pescoços perderam-se ao passo da humanidade. As caixas abriram-se, e com o movimento do mundo, vazaram seu conteúdo.

Vazias, hoje são um mero adorno, comumente usado como cartão de visitas ou currículo.

Que mundo de m**** este em que vivemos! Vou comprar um chips, abrir uma coca e esperar o apocalipse de pantufas e roupão.

Escrito por Diogo Sallaberry

julho 25, 2010 em 4:15 am

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